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ARTES VISUAIS
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Brasil, A Herança Africana
Exposição com objetos brasileiros e africanos em Paris
O Musée Dapper, em Paris, está abrigando cento e trinta peças africanas e afro-brasileiras que fazem parte da exposição Brasil, A Herança Africana. Inaugurada em 21 de setembro a mostra fica em cartaz até 26 de março de 2006 e compõe a programação oficial do Ano do Brasil na França.
Com patrocínio da Petrobrás e coordenação geral no Brasil da Expomus – Exposições, Museus, Projetos Culturais, esta é a primeira exposição sobre o tema a ser realizada na França. Tem apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e reúne obras produzidas na África e no Brasil, a partir do século XVII até hoje. A curadoria é da jornalista, autora e diretora do Musée Dapper, Christiane Falgayrettes-Leveau.
Para a mostra foram reunidas esculturas, objetos profanos e de rituais, oratórios, fotografias, pintura, instalações, feitos em vários materiais, provenientes de instituições e de coleções particulares do Brasil e da Europa. A disposição de cada objeto, entre as obras africanas e afro-brasileiras, evidencia o “parentesco” existente a partir do conteúdo e da forma. Um exemplo dessa dinâmica é a montagem do altar do pai-de-santo baiano Laércio Messias do Sacramento ao lado de um altar africano.
“Apesar da expressiva influência africana, também é possível distinguir nas obras afro-brasileiras traços das crenças indígenas, do espiritismo e sobretudo do catolicismo", afirma Christiane Falgayrettes-Leveau. Essas peças são oriundas de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco, sendo que suas principais influências vêm das culturas Yorubá (Nigéria, Benin), Fon/Ewe (Benin, Togo) e Bantu (Congo e Angola), que impregnaram profundamente as comunidades negras desses Estados. ( Leia o texto da curadora )
Entre os artistas brasileiros que fazem parte da mostra estão Jorge dos Anjos (MG); Chico Augusto (BA); Marco Túlio Resende (MG); Laércio Messias do Sacramento (BA); Rubem Valentim (BA) e os fotógrafos José Bassit; Adenor Gondim; Antonio José Saggese; Tiago Santana e Bauer Sá.
Instituições que cederam as peças:
Fundação Joaquim Nabuco / Museu do Homem do Nordeste (Recife, PE); Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Ouro Preto, MG); 5ª Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Recife, PE); Mosteiro de São Bento (Salvador, BA); Museu Albelardo Rodrigues (Salvador, BA); Museu Afro-Brasileiro da Universidade Federal da Bahia (Salvador, BA); Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo (São Paulo, SP); Museu de Arte Moderna da Bahia (Salvador, BA); Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (Salvador, BA); Museu do Estado de Pernambuco (Recife, PE); Instituto Cultural Flávio Gutierrez / Museu do Oratório (Ouro Preto, MG); Museu Mineiro / SUM / Secretaria de Estado da Cultura (Belo Horizonte, MG); Terreiro de Jauá (Jauá, BA); Staatliches Museum für Völkerkunde (Munique, Alemanha); Musée d'Ethnographie (Genebra, Suíça); CAAC, The Pigozzi Colletion (Genebra, Suíça); Musée Dapper (Paris, França).
Brasil, A Herança Africana fica aberta ao público diariamente (exceto às terças-feiras), das 11h às 19h. O Musée Dapper fica na Rue Paul Valéry, 35, Paris. Tel.: 01 4500-9175.
Fonte: www.anobrasilfranca.com.br
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