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MÚSICA
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CASA DE FARINHA TOCA PELA PRIMEIRA VEZ NA CAPITAL CARIOCA
Folhas de zinco, despertadores, molas, chocalhos, apitos, tambores e matracas. Estes são os instrumentos que, somados à bateria, flauta e cuíca, fazem o som da banda brasiliense Casa de Farinha. Nos vocais, quatro mulheres e dois homens mostram a força e a magia de uma fórmula musical nova, na primeira apresentação da banda na cidade maravilhosa. Apesar de estrear em palco carioca somente agora, o sexteto traz em seu currículo o Prêmio Tim na Categoria Grupo Regional deste ano, que tirou das mãos dos consagrados Trio Nordestino e Araketu. "Estamos muito ansiosos em tocar no Rio de Janeiro, vai ser nossa prova de fogo, mas já estamos acostumados a andar descalços sobre as brasas" filosofa a vocalista Marta Carvalho.
Quem for conferir a performance dos brasilienses no show carioca vai se surpreender com releituras inusitadas de ritmos tradicionais do País, como as folias de Goiás, o Baianá de Maceió, o canto das fiandeiras, as congadas de Minas Gerais, as toadas do bumba-meu-boi do Maranhão e até uma nova versão para o Hino Nacional. "Ao mesmo tempo em que valorizamos os ritmos tradicionais da cultura brasileira, flertamos com a cultura contemporânea" destaca Andréa Siqueira, outra das vocalistas e percussionistas da banda.
Por trabalhar com essa fusão musical, muitas vezes o Casa de Farinha vê seu trabalho ser comparado a grupos como Nação Zumbi, Cordel do Fogo Encantado e Mestre Ambrósio. No festival Rec Beat 2002, recebeu o título de grupo revelação pelo jornal Folha de São Paulo. Em suas andanças pelo mundo, a banda se apresentou no mesmo palco de nomes de destaque na música brasileira: na França com Mundo Livre S/A e no Uruguai com Gilberto Gil. Ambos não poupam adjetivos para qualificar o trabalho do sexteto brasiliense.
Em apresentação recente na Capital Federal, o músico Lula Queiroga convidou o Casa de Farinha, que o antecedeu no mesmo show que reuniu cinco mil pessoas, para cantar uma música juntos. O parceiro de Lenine não se conteve, ajoelhou, levantou os braços para o alto e reverenciou a banda brasiliense. "Eu já tinha visto o show deles em Recife e fiquei impressionado como executam ritmos tão complexos de uma forma tão simples", revela Queiroga.
CAMINHOS
Com pouco mais de cinco anos de estrada, o Casa de Farinha tem muita história a contar. Formado em setembro de 2000, tinha apenas quatro vocalistas/percussionistas: Andréia Siqueira, Débora Aquino, Marta Carvalho e Simone Santos, que saiu em 2001 para uma carreira solo na Suíça. Este foi o momento de transformação para a banda. Além do reforço no vocal feminino com a entrada de Cláudia Daibert, somou-se à banda o percussionista Luciano Marques (O Lupa) e o baterista André Togni, que já assinava a direção musical do quarteto inicial. A mudança conferiu ao grupo o apuro das pesquisas musicais, a fusão de timbre e ritmos contemporâneos, e uma maior valorização à percussão como instrumentos de acompanhamento ao trabalho vocal realizado.
Como toda banda independente, o Casa não se furta a luta para conseguir espaço e reconhecimento em um cenário musical dominado pelas poderosas gravadoras. O Prêmio Tim trouxe um novo gás à banda. Em julho passado, o Casa de Farinha lotou a Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional de Brasília durante a gravação do seu DVD, também independente. O vídeo traz todas as músicas do primeiro CD homônimo mais um novo arranjo para o Hino Nacional. O cenário foi assinado pelo conceituado artista plástico Lourenço de Bem. A direção é do competente Willian Alves e a fotografia é de André Xará, dupla tarimbada em festivais de cinema no Brasil. De acordo com a Secretaria de Cultura do Distrito Federal, 2.400 pessoas estiveram presentes na gravação do DVD ao vivo dos candangos. O detalhe é que a sala tem lotação máxima de 1.307 assentos. "Foi lindo", resume Andréa.
NOVOS RUMOS
Depois de se apresentar no Rio de Janeiro, o Casa de Farinha já tem confirmado na agenda mais dois shows na Capital Federal, uma apresentação em dezembro no Uruguai e está estudando propostas para o Réveillon. O grupo corre ainda para finalizar o DVD, que está previsto para ser lançado no final de janeiro de 2006, e está captando recursos para entrar no estúdio para gravar seu próximo trabalho. Aos fãs e curiosos, um aviso: as surpresas serão inevitáveis. "A gente não quer ficar limitado à imagem de uma banda que toca percussão. Este é nosso primeiro trabalho, mas muita coisa nova vem vindo aí no segundo CD que já está no forno", revela André Togni.
SERVIÇO:
CASA DE FARINHA
Teatro Rival, Rua Álvaro Alvim, 33/37, Cinelândia
Dia 23/11 - quarta-feira, 20H
R$ 20 inteira e 10 meia.
Os primeiros 100 ingressos sairão por R$ 16 e 8 inteira e meia
ASSESSORIA DE IMPRENSA
Gilberto Evangelista
61 9212-6546
gibadf@gmail.com
PRODUÇÃO EXECUTIVA
Hugo Pierre
(61) 8118-5023 - 3485-9811
Visite o site da banda: www.casadefarinha.multiply.com. Lá você pode ouvir algumas das músicas, ver imagens e conhecer um pouco mais sobre a trajetória da banda.
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